

Ela lia muito, e quando contava uma história nunca sabia ao certo onde a teria lido, às vezes não sabia sequer se a tinha vivido e não lido.





Sinto muito por ter me encontrado assim, triste, desiludido, sem nenhum amor para dar. É que por aqui já passaram tantas pessoas, que eu nem mais acredito que alguém possa ficar.
Eu acabei aprendendo, que você pode viver de várias formas, totalmente intensamente ou em alguma monotonia confortável. Você pode ter uma vida boa, correr atrás de seus sonhos e realiza-los. Ou você pode ser do tipo, que deixa as coisas acontecerem, apenas segue o fluxo, como alguém que viaja em músicas lentas, sonhando, mas apenas para passar o tempo. Desta forma, você pode ser alguém que não viva tão bem, um alguém que não realizou seus sonhos. De um jeito ou outro, no final todos seremos esquecidos. Você pode ter feito absurdos, escrito um livro, pode ter pulado de uma ponte ou ter feito a maior surpresa de amor para alguém. Você vai continuar vivo na memória de alguém por alguns anos, você ainda pode escolher em ser uma lembrança agradável ou não. Mas no fim, depois de algumas décadas, sua história terá sido apagada, como tantas outras. Não é que não seja importante, tentar ser memorável. Você pode ser o que quiser, fazer o que quiser, no entanto, nada disso importará se você não tiver sentido que sua vida valeu a pena. Particularmente, mesmo depois de tantas quedas, eu me acostumei a cair. O sentimento de perda, foi o suficiente para abrir meus olhos e ver que a felicidade é sem dúvida algo que você tem, mas não consegue nota-la até no exato momento em que ela desaparece, onde você percebe o que perdeu. Então, renasça, viva, sinta, seja feliz enquanto lhe é possível, por que a eternidade é passageira, assim como nossas frágeis vidas.



Eu sou aquela pessoa que diz pra todo mundo ter fé, ser forte e acreditar. Mas olha pra mim, eu estou um caco.